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Transtorno do Espectro Autista (TEA): Entenda os Sinais e a Importância do Diagnóstico Precoce

  • Foto do escritor: Josianne Martins
    Josianne Martins
  • 15 de ago.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de set.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento cujos sinais costumam surgir desde os primeiros anos de vida. Apesar disso, no Brasil, o diagnóstico ainda é frequentemente tardio. Em muitos casos, a criança só é encaminhada para avaliação especializada depois de iniciar a vida escolar.

 

Por que os diagnósticos estão aumentando?

Nos últimos anos, o número de diagnósticos de TEA cresceu de forma significativa. Esse aumento se deve, em grande parte, a critérios diagnósticos mais amplos e ao maior acesso a profissionais especializados, permitindo identificar também os casos mais leves, que antes poderiam passar despercebidos.

Estudos estimam que o TEA afete cerca de 1% da população mundial. Nos Estados Unidos, dados recentes mostram que 1 em cada 36 crianças de 8 anos recebe esse diagnóstico.

 

A importância do diagnóstico precoce

Quanto mais cedo ocorre a identificação — ou mesmo a suspeita — do transtorno, melhores são as chances de desenvolvimento e qualidade de vida da criança. Isso porque as intervenções terapêuticas podem começar mais cedo, potencializando habilidades sociais, de comunicação e de aprendizado.

 

Sinais de alerta

Fique atento a alguns comportamentos que podem indicar a necessidade de avaliação profissional:

  1. Alterações na fala: atraso para começar a falar, dificuldade de articulação e repetição de palavras ou frases — seja imediatamente após ouvi-las ou posteriormente fora de contexto (como trechos de filmes ou músicas).

  2. Dificuldade de interação social – preferência por brincar sozinho, dificuldades em fazer amigos e se manter na brincadeira.

  3. Comportamento atípico do bebê – pode ser “muito quietinho” ou, ao contrário, excessivamente irritado; não estabelece contato visual durante a amamentação e pode não olhar ou responder quando chamado.

  4. Rigidez de rotina – necessidade de fazer tudo sempre da mesma forma, ficando irritado com mudanças.

  5. Movimentos ou interesses repetitivos: balançar o corpo, andar na ponta dos pés, fascínio por objetos que giram ou fixação em um único tema.

  6. Hipersensibilidade sensorial – incômodo com barulhos, texturas, toques, cheiros ou luzes.

  7. Seletividade alimentar – come sempre os mesmos alimentos e rejeita novidades.

  8. Dificuldade de imaginação – pouca habilidade para jogos de faz de conta ou para compreender metáforas.

Importante: cada criança é única. Nem todos os sinais precisam estar presentes para que o diagnóstico seja considerado. A presença de um ou mais deles já justifica a busca por avaliação especializada.

 

Tratamento e intervenções

Não existe medicação específica para o transtorno e, quando indicados, os medicamentos servem para tratar sintomas que possam dificultar ainda mais o desenvolvimento, como agitação, agressividade, ansiedade, depressão, prejuízos de sono etc.

O tratamento do TEA é individualizado e a base do cuidado envolve terapias focadas em habilidades sociais, comunicação e aprendizado, que podem incluir:

  • Psicologia e terapia comportamental

  • Fonoaudiologia

  • Psicopedagogia

Quanto mais cedo as intervenções necessárias começam, maiores são as chances de avanço no desenvolvimento, garantindo mais qualidade de vida e autonomia para a criança e sua família.

 

Imagem gerada po IA (Canva-2025).
Imagem gerada po IA (Canva-2025).

 
 
 

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Criado por Dr.ª Josianne Martins

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