TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade): sintomas, diagnóstico e tratamento
- Josianne Martins
- 15 de ago.
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de set.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento, de origem predominantemente genética, caracterizado por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.
Os primeiros relatos de crianças com esse perfil datam do início do século XX, quando se usava o termo “síndrome hiperativa” para descrever aquelas que apresentavam comportamento impulsivo, desinibido e hiperativo. Apenas em 1955 surgiu a primeira medicação voltada ao tratamento do transtorno. Por isso, é incorreta a ideia de que o diagnóstico foi criado apenas para justificar o uso de remédios.
Sintomas mais comuns
Os sintomas podem variar de acordo com a idade, mas entre os mais frequentes estão:
Desatenção a detalhes e erros por descuido;
Dificuldade em manter a concentração, sobretudo em tarefas monótonas ou pouco interessantes;
Dificuldade em ouvir quando chamado diretamente (“cabeça no mundo da lua”);
Desorganização;
Dificuldade em manter o esforço mental em tarefas prolongadas;
Esquecimentos frequentes;
Dificuldade em seguir instruções ou concluir tarefas;
Perda constante de objetos necessários para atividades;
Inquietação com mãos e pés, dificuldade em permanecer sentado;
Falar em excesso;
Interromper ou se intrometer em conversas e jogos;
Barulho exagerado ao brincar ou se divertir;
Impaciência para esperar a sua vez;
Respostas precipitadas, antes da conclusão da pergunta.
Prevalência e evolução
O TDAH afeta cerca de 5% das crianças e 2,5% dos adultos, sendo mais frequente em meninos. Geralmente, o diagnóstico ocorre no início da vida escolar, quando podem surgir dificuldades de aprendizagem e, em alguns casos, de relacionamento social.
Com o tempo, a hiperatividade tende a diminuir na adolescência e vida adulta. No entanto, a desatenção, a impulsividade e as dificuldades no planejamento costumam persistir.
Tratamento
Na maioria dos casos, o tratamento inclui o uso de medicação, principalmente os psicoestimulantes, que são os fármacos mais eficazes e seguros quando utilizados sob acompanhamento médico. Diferentemente do que muitos acreditam, esses medicamentos não aumentam o risco de dependência; pelo contrário, ao reduzir a impulsividade, podem até diminuir a probabilidade de envolvimento com drogas, comportamentos de risco ou atividades ilícitas.
Além do tratamento medicamentoso, abordagens psicoterápicas e intervenções pedagógicas podem ser indicadas, de acordo com a necessidade de cada paciente.
Importante destacar
Nem toda pessoa que apresenta agitação ou desatenção tem TDAH. Diversos transtornos mentais podem causar sintomas semelhantes e confundir o diagnóstico. Por isso, é fundamental procurar a avaliação de um médico habilitado para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento adequado.



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